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Rio de Sangue (2026) – Crítica
Nesse filme Giovanna Antonelli vira o Rambo e vai resgatar sua filha interpretada por Alice Wegmann das garras de um líder do garimpo clandestino dentro de terras indígenas brasileiras. E apesar dessa descrição, a personagem Patrícia Trindade (Antonelli) não mata helicóptero com uma flechada, nem explode o garimpo em uma bola de fogo em que escapa por um triz.
O filme retrata a história de uma mãe policial linha dura e sua filha médica itinerante que se reencontram depois que a mãe é jurada de morte por um traficante em São Paulo, e vai buscar abrigo na casa da filha em Santarém no Pará. Porém em uma de suas missões humanitárias, a filha é sequestrada por garimpeiros ilegais.
É a partir daí que Trindade sai em busca de sua filha se infiltrando no garimpo, dando sopapo em moleque, apanhando de bandido e se metendo em altas confusões. É um filme de ação cheio de reviravoltas, e que também mostra um pouco da realidade e da cultura de um Brasil meio esquecido pelo centro-sul do país.

O filme usa uma técnica narrativa colocando Mario (Fidelis Baniwa) – um indígena – como narrador e personagem de suporte à trama de forma perfeitamente encaixada sem ficar algo forçado apenas para ser inclusivo.
As cenas de ação são muito boas, sem o exagero hollywoodiano de sessão da tarde, e com aquelas mentiras que a gente sente falta se não tiver em filme de ação. A trama do homem branco tentando salvar as tribos indígenas do outro homem branco não é o cavaleiro branco, mas o estopim que acende o barril de pólvora do filme.
Antônio Calloni está perfeito como Polaco, o chefe dos garimpeiros ilegais, que mata ou manda matar não só os indígenas mas todos que se opõem a ele ou não aceitam seu suborno. Polaco também é um pai preocupado com o filho, seu legado e cristão temente a Deus.
O elenco ainda conta com grandes nomes como Ravel Andrade, Felipe Simas e Sergio Menezes que criam o grupo de bandidos e mocinhos no ponto certo para entregar um roteiro recheado de momentos que te colocam na ponta do assento entretido com os acontecimentos da telona.
A fotografia do filme é um esculacho, aproveitando a beleza da natureza e as locações muito bem escolhidas. A direção de Gustavo Bonafé aproveita muito bem os talentos do filme e toma decisões muito boas para executar um filme de ação em locação não tão fácil e de alta qualidade.

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Johnny Depp busca redenção em novo trailer de ‘Ebenezer e os Fantasmas do Natal’
Distribuído pela Paramount Pictures, longa de Ti West chega aos cinemas brasileiros em 12 de novembro
“Ebenezer e os Fantasmas do Natal” acaba de ganhar um trailer inédito nesta quinta-feira (1º), divulgado pela Paramount Pictures. O vídeo revela detalhes da trama e traz o protagonista frente aos seus maiores medos, em busca de uma segunda chance de redenção. O longa estreia nos cinemas brasileiros no dia 12 de novembro.
Dirigido por Ti West (da trilogia “X”, “Pearl” e “MaXXXine”), a nova adaptação de “Um Conto de Natal”, de Charles Dickens, traz Johnny Depp como Ebenezer Scrooge sob uma nova perspectiva sobrenatural. O elenco da produção conta ainda com Rupert Grint, Andrea Riseborough, Sam Claflin, Daisy Ridley, Tramell Tillman e Ian McKellen.
O longa é produzido por Emma Watts, roteirizado por Nathaniel Halpern e distribuído pela Paramount Pictures.
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