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QueIssoAssim 312 – De Quem É Essa Moto? (Pulp Fiction)
No episódio dessa semana de QueIssoAssim, Brunão, Plínio e Baconzitos se reúnem para celebrar o aniversário de 30 anos de uma das grandes obras do cinema: Pulp Fiction – Tempos de Violência!
Neste episódio, destrinchamos todos os detalhes do segundo filme de Quentin Tarantino. Entenda todas as referências do cineasta, relembre as melhores cenas do clássico, reviva as frases icônicas e a trilha sonora impecável.
Comentados no episódio:
QueIssoAssim 158 – Era uma vez em… Hollywood
QueIssoAssim 34 – Olha Quem Está Falando
QueIssoAssim 144 – Bastardos Inglórios
QueIssoAssim 145 – Forrest Gump
QueIssoAssim 163 – Um Sonho de Liberdade
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QueIssoAssim 357 – Burnout do Amigão da Vizinhança | Homem-Aranha: Um Novo Dia
O multiverso tirou o dia de folga, mas o Homem-Aranha continua trabalhando em período integral — aparentemente sem salário, férias ou qualquer preocupação com as leis trabalhistas.
No QueIssoAssim 357, Brunão e Baconzitos recebem o amigo Felipe Trindade, do podcast parceiro Passaporte Orlando, para contar tudo sobre Homem-Aranha: Um Novo Dia. E quando dizemos tudo, é tudo mesmo: este episódio tem spoilers do primeiro balanço de teia até a última cena.
O Homem-Aranha está de volta à vizinhança
Depois de viagens espaciais, guerras intergalácticas, feitiços e reuniões de Homens-Aranha vindos de outras realidades, Peter Parker volta para onde sempre funcionou melhor: os prédios e as ruas de Nova Iorque.
Sem depender do multiverso, o filme recupera o clima do herói urbano que atravessa a cidade nas teias, enfrenta criminosos e tenta proteger pessoas comuns. É o Amigão da Vizinhança novamente ligado à própria vizinhança.
Mas ser o Homem-Aranha em tempo integral tem consequências. Peter está cansado, solitário e cada vez mais consumido pela missão. Em outras palavras: o herói ganhou grandes poderes, grandes responsabilidades e um burnout ainda maior.
Hulk e Justiceiro entram na confusão
Como se a vida de Peter Parker já não estivesse complicada, Homem-Aranha: Um Novo Dia também coloca Hulk e Justiceiro no caminho do herói.
De um lado, temos Bruce Banner e toda a delicadeza de um gigante verde capaz de transformar qualquer quarteirão em terreno para reconstrução. Do outro, Frank Castle, cuja interpretação de “combate ao crime” costuma ser um pouco mais definitiva do que a do Homem-Aranha.
E ainda tem uma outra participação especial que a gente não vai falar aqui para não ter spoilers. Mas a vilã do filme é um grande alívio para os fãs da Marvel.
Um novo dia ou os mesmos problemas?
Brunão, Baconzitos e Felipe discutem o retorno do personagem às suas origens, as cenas de ação, os novos conflitos, a presença dos personagens convidados e os caminhos escolhidos para esta nova fase do herói.
O filme consegue devolver ao Homem-Aranha sua identidade mais urbana? Hulk e Justiceiro acrescentam algo à história ou servem apenas como participações especiais? Quem é a vilã do filme? Peter Parker ainda consegue ter uma vida ou já aceitou trabalhar gratuitamente como super-herói até a aposentadoria?
Dê o play no QueIssoAssim 357 – Burnout do Amigão da Vizinhança e descubra as respostas. Só não venha reclamar dos spoilers depois: o aviso foi dado.


Rafael Beraldo Dourado
21 de outubro de 2024 at 08:52
Um milkshake de 5 dólares, em dinheiro de hoje, seria aí algo entre 25 e 30 reais. Meio que o preço mesmo de qualquer milkshake em lanchonete mais gourmetizada por aí.
Acho que a grande sacada desse filme é que a falta de linearidade não é sugerida por legenda, como estamos mais acostumados, tipo “uma hora antes”, “2 dias antes” etc. O diretor realmente faz a gente ter que ligar os pontos e, embora eles sejam óbvios, já gera uma imersão maior na obra. Imagino o que foi para o público de cinema da época (eu assisti já no VHS e provavelmente antes de ter a idade adequada, mas, eram os anos 90, faz parte).
Agora, sobre a formação do Tarantino: Na área do Audiovisual (e da animação, e das artes em geral), embora tenha um aprofundamento nos quesitos técnicos em diversas disciplinas específicas, a maior fundamentação teórica se baseia na construção de repertório. A diferença para a formação acadêmica tradicional é que esse repertório é direcionado pelo caminho didático pedagógico dos professores, já o do Tarantino foi com base no que ele mais gostava, mesmo (ou no que tava disponível que ninguém alugava). Alguém já comentou sobre uma sessão de cinema em uma universidade que foi feita com a seleção dele, que ele tava presente, e as reações dele ao filme obscuro escolhido eram sempre fora do esperado (rir e se empolgar em cenas que não sugeriam essa reação). Talvez muito do apego que ele tenha ao “cinema tradicional” sem efeitos digitais ou em película seja residual também dessa etapa da formação onde o valor de muitas dessas obras estava quase que exclusivamente no fato de que conseguiram fazer, a despeito do que conseguiram fazer. O “uma ideia na mão e uma câmera na cabeça” tinha um valor especial quando se esquecia que tinham a etapa “revelar o que tava na câmera e achar um lugar pra exibir”.
Mas é legal ver o quanto o próprio Tarantino se torna uma referência bibliográfica acadêmica de uma formação que ele teve por conta própria, mais ou menos como a história do Mario Puzo depois do roteiro dO Poderoso Chefão decidir comprar um livro de “como fazer roteiro” e estar lá como exemplo o roteiro dele, mesmo. Que, aliás, acho que foi num QueIssoAssim que ouvi essa.