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QueIssoAssim 312 – De Quem É Essa Moto? (Pulp Fiction)
No episódio dessa semana de QueIssoAssim, Brunão, Plínio e Baconzitos se reúnem para celebrar o aniversário de 30 anos de uma das grandes obras do cinema: Pulp Fiction – Tempos de Violência!
Neste episódio, destrinchamos todos os detalhes do segundo filme de Quentin Tarantino. Entenda todas as referências do cineasta, relembre as melhores cenas do clássico, reviva as frases icônicas e a trilha sonora impecável.
Comentados no episódio:
QueIssoAssim 158 – Era uma vez em… Hollywood
QueIssoAssim 34 – Olha Quem Está Falando
QueIssoAssim 144 – Bastardos Inglórios
QueIssoAssim 145 – Forrest Gump
QueIssoAssim 163 – Um Sonho de Liberdade
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QueIssoAssim
Reflix 186 – Lanternas destrói Rushville e leva Hal e John ao ponto sem volta
Se os primeiros episódios de Lanternas construíram lentamente o mistério de Rushville, o quinto resolve colocar fogo em praticamente tudo.
Literalmente.
No Reflix 186, Brunão e Baconzitos analisam “Lights Out”, episódio em que as alianças desmoronam, Zoe finalmente precisa enfrentar as consequências de seu passado e a disputa entre Hal Jordan e John Stewart deixa definitivamente de ser apenas uma briga entre mentor e aprendiz.
No fim, sobra uma pergunta:
o que significa realmente merecer o anel?
Rushville entra em guerra
Depois de ter sua verdadeira identidade revelada, Zoe deixa de ser apenas o segredo escondido de Rushville e passa a ser o centro de um confronto de proporções muito maiores.
Os alienígenas que a procuram chegam à cidade.
Hal tenta capturá-la.
John está cada vez mais desconfiado das decisões do mentor.
E os moradores de Rushville finalmente precisam lidar com o preço de proteger alguém que passou anos transformando aquele lugar em seu refúgio.
O episódio praticamente funciona como o clímax de toda a primeira metade da temporada, com mais ação e elementos cósmicos do que os capítulos anteriores.
Só que o verdadeiro conflito continua sendo pessoal.
Até onde Hal Jordan vai para continuar sendo um Lanterna Verde?
Talvez nunca tenha ficado tão claro quanto neste episódio que Hal Jordan simplesmente não consegue imaginar sua vida sem o anel.
A possibilidade de ser substituído por John deixou de representar apenas uma ameaça ao seu posto.
Virou uma ameaça à própria identidade.
Hal toma decisões cada vez mais questionáveis para capturar Zoe e provar aos Guardiões que continua sendo indispensável.
E isso coloca John diretamente em seu caminho.
No Reflix 186, Brunão e Baconzitos discutem se Hal está lutando para continuar sendo um herói ou apenas lutando para continuar sendo o Lanterna Verde.
Porque essas duas coisas talvez já não sejam mais a mesma coisa.
Hal Jordan x John Stewart
Era inevitável.
Cinco episódios de ressentimento, competição e desconfiança explodem finalmente em uma luta entre os dois.
Sem vilões.
Sem monstros.
Sem exércitos espaciais.
Apenas Hal e John disputando o anel.
Hal continua insistindo que foi escolhido por ele.
John acredita que Hal já perdeu aquilo que um Lanterna deveria representar.
E o confronto transforma fisicamente uma disputa que estava acontecendo desde o primeiro episódio.
O mais interessante é que a série não entrega exatamente um vencedor.
Porque mesmo quando John finalmente consegue aquilo que perseguiu durante praticamente toda sua vida, a sensação está muito longe de ser uma vitória.
O destino de Zoe
Zoe também chega ao fim de sua jornada em Rushville.
Depois de sobreviver durante anos escondida na Terra, usar sua tecnologia para proteger a cidade e criar uma rede de pessoas dispostas a defendê-la, o último Caçador Cósmico é finalmente encurralado.
E é John Stewart quem encerra a ameaça.
Ele usa Hal como parte de sua estratégia e mata Zoe com um disparo de longa distância, retirando depois seu coração cristalizado como prova de sua verdadeira identidade.
Só que o momento está muito longe de representar uma consagração heroica.
John vence.
Mas paga um preço enorme por isso.
John finalmente recebe o anel… e desiste dele
Essa talvez seja a grande virada de Lanternas até agora.
John Stewart passou praticamente sua vida inteira sendo preparado para aquele momento.
Sua família acreditava nisso.
Os Guardiões esperavam isso.
Ele próprio queria isso.
Então finalmente consegue o anel de Hal.
E sente… nada.
Depois de ver até onde Hal chegou para continuar carregando aquele símbolo, John começa a questionar se realmente quer seguir o mesmo caminho.
Por isso, quando encontra Lianna, ele simplesmente devolve o anel.
John Stewart consegue aquilo que buscava durante toda a temporada.
E decide abrir mão.
É uma escolha que muda completamente o tabuleiro para os três episódios restantes.
Então quem será o próximo Lanterna Verde?
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Rafael Beraldo Dourado
21 de outubro de 2024 at 08:52
Um milkshake de 5 dólares, em dinheiro de hoje, seria aí algo entre 25 e 30 reais. Meio que o preço mesmo de qualquer milkshake em lanchonete mais gourmetizada por aí.
Acho que a grande sacada desse filme é que a falta de linearidade não é sugerida por legenda, como estamos mais acostumados, tipo “uma hora antes”, “2 dias antes” etc. O diretor realmente faz a gente ter que ligar os pontos e, embora eles sejam óbvios, já gera uma imersão maior na obra. Imagino o que foi para o público de cinema da época (eu assisti já no VHS e provavelmente antes de ter a idade adequada, mas, eram os anos 90, faz parte).
Agora, sobre a formação do Tarantino: Na área do Audiovisual (e da animação, e das artes em geral), embora tenha um aprofundamento nos quesitos técnicos em diversas disciplinas específicas, a maior fundamentação teórica se baseia na construção de repertório. A diferença para a formação acadêmica tradicional é que esse repertório é direcionado pelo caminho didático pedagógico dos professores, já o do Tarantino foi com base no que ele mais gostava, mesmo (ou no que tava disponível que ninguém alugava). Alguém já comentou sobre uma sessão de cinema em uma universidade que foi feita com a seleção dele, que ele tava presente, e as reações dele ao filme obscuro escolhido eram sempre fora do esperado (rir e se empolgar em cenas que não sugeriam essa reação). Talvez muito do apego que ele tenha ao “cinema tradicional” sem efeitos digitais ou em película seja residual também dessa etapa da formação onde o valor de muitas dessas obras estava quase que exclusivamente no fato de que conseguiram fazer, a despeito do que conseguiram fazer. O “uma ideia na mão e uma câmera na cabeça” tinha um valor especial quando se esquecia que tinham a etapa “revelar o que tava na câmera e achar um lugar pra exibir”.
Mas é legal ver o quanto o próprio Tarantino se torna uma referência bibliográfica acadêmica de uma formação que ele teve por conta própria, mais ou menos como a história do Mario Puzo depois do roteiro dO Poderoso Chefão decidir comprar um livro de “como fazer roteiro” e estar lá como exemplo o roteiro dele, mesmo. Que, aliás, acho que foi num QueIssoAssim que ouvi essa.