Reflix
Reflix 126 – The Acolyte S01E03
Em mais um Reflix, Brunão e Baconzitos recebem o amigo Nick Ellis para conversar sobre os desdobramentos de mais um episódio de The Acolyte, a nova série do universo de Star Wars que tem dividido opiniões.
Em The Acolyte, cem anos antes do Episódio I, acompanhamos uma investigação comandada pelo Mestre Jedi Sol (Lee Jung-jae). Após um assassinato, Sol deve enfrentar uma guerreira misteriosa (Amandla Stenberg) que busca vingança, ao mesmo tempo em que se vê obrigado a confrontar suas escolhas do passado.
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Reflix 187 – Lanternas volta ao presente e transforma a morte de Hal Jordan em seu maior mistério
Depois de cinco episódios explicando como tudo deu errado em Rushville, Lanternas finalmente volta ao ponto onde começou.
Dez anos se passaram.
John Stewart abandonou os Lanternas Verdes.
Hal Jordan passou uma década na prisão.
Guy Gardner agora carrega o anel.
E Hal está morto.
No Reflix 187, Brunão e Baconzitos mergulham em “Bad Optics”, sexto episódio da série da HBO Max e capítulo que recoloca no centro da história a pergunta apresentada logo na estreia:
quem matou Hal Jordan?
Dez anos depois, John Stewart tentou seguir em frente
A série nos reencontra com um John Stewart completamente diferente daquele que acompanhamos em 2016.
Ele deixou os Lanternas para trás, voltou à arquitetura e construiu uma empresa ao lado do irmão. Sua nova vida parece representar justamente aquilo que ele escolheu quando devolveu o anel:
ser John Stewart antes de ser um super-herói.
Só que Rushville nunca ficou realmente no passado.
Quando sua mãe diz que Hal Jordan voltou à cidade e quer conversar com ele, John é puxado novamente para aquele lugar — e para tudo aquilo que passou dez anos tentando esquecer.
O reencontro entre os dois está muito longe de ser uma reconciliação.
Hal cumpriu pena pelo desastre ocorrido em Rushville e voltou ao local carregando suas próprias cicatrizes. John continua responsabilizando o antigo mentor pelo que aconteceu.
A conversa rapidamente degringola.
E pouco depois Hal Jordan aparece morto.
Quem matou Hal Jordan?
É aqui que Lanternas recupera de vez sua proposta de investigação.
A perícia aponta que Hal morreu com um único disparo de arma de fogo, sem sinais de luta.
Só que existe um problema enorme:
John Stewart havia acabado de agredi-lo.
Isso imediatamente coloca John próximo demais do crime — ainda que a investigação não o trate simplesmente como culpado.
A partir daí, o episódio transforma a morte de Hal em um quebra-cabeça cheio de possibilidades.
Quem sabia que ele estava em Rushville?
Por que Hal parecia estar com medo antes de morrer?
O que ele havia descoberto?
E será que sua morte realmente tem relação com os acontecimentos de dez anos antes?
No Reflix 187, Brunão e Baconzitos voltam ao modo detetive para discutir pistas, suspeitos e possibilidades.
Guy Gardner finalmente entra na história
E aí chega Guy Gardner.
Interpretado novamente por Nathan Fillion, o Lanterna Verde que já conhecemos do novo DCU aparece agora como sucessor de Hal Jordan.
E ele é exatamente o Guy Gardner que deveríamos esperar.
Arrogante.
Convencido.
Barulhento.
E completamente satisfeito em ser o atual Lanterna Verde da Terra.
A interação entre Guy e John é um dos grandes destaques do episódio. Os dois se provocam o tempo inteiro, mas existe uma tensão muito específica por trás disso:
Guy só ocupa aquele lugar porque John recusou o anel.
John faz questão de lembrá-lo disso.
E Guy, por mais que tente disfarçar, sabe que é verdade.
Lanternas finalmente abraça o DCU
O sexto episódio também começa a conectar a série muito mais diretamente ao universo compartilhado da DC.
John menciona os acontecimentos de Metrópolis.
Hal ironiza Guy Gardner e seu papel como super-herói.
Batman é citado.
E Lanternas deixa de parecer uma história completamente isolada para mostrar que esses personagens realmente habitam o mesmo mundo de Superman e dos demais heróis.
Mas o interessante é que essas conexões não engolem a trama.
O episódio continua sendo, acima de tudo, uma história sobre John, Hal e as consequências daquilo que aconteceu em Rushville.
Carol Ferris finalmente aparece
O funeral de Hal também apresenta uma personagem importantíssima para qualquer fã do Lanterna Verde:
Carol Ferris.
Nos quadrinhos, Carol é uma das figuras mais importantes da vida de Hal Jordan e possui uma longa história própria ligada ao espectro emocional e às Safiras Estrela.
Aqui, sua participação é pequena, mas suficiente para mostrar que ela também fez parte da vida de Hal.
E sua presença torna o funeral ainda mais estranho.
Porque praticamente ninguém aparece.
Depois de uma vida como um dos maiores Lanternas Verdes, Hal Jordan é enterrado diante de pouquíssimas pessoas.
É uma despedida quase melancólica para alguém que passou boa parte da vida acreditando que seria lembrado como uma lenda.
E tem mais: Sinestro está solto
Guy também entrega uma informação que não pode ser ignorada:
Sinestro escapou da prisão.
A série ainda não afirma que ele tenha qualquer envolvimento com a morte de Hal.
Mas dificilmente uma informação dessas aparece por acaso.
Sinestro conhece Hal.
Conhece os Guardiões.
Conhece os segredos dos Lanternas.
E, principalmente, tinha todos os motivos para voltar a cruzar o caminho do antigo pupilo.
No Reflix 187, Brunão e Baconzitos discutem se isso é uma pista legítima ou justamente aquilo que a série quer que o público suspeite.
John Stewart desenterra Hal Jordan
E então chegamos ao momento mais bizarro — e provavelmente mais interessante — do episódio.
John descobre que Hal deixou informações protegidas que só poderiam ser acessadas com sua própria voz.
Mas Hal está morto.
A solução?
Desenterrar o cadáver.
John abre o caixão, pega o anel de Hal e usa a pouca energia restante para ativar aquilo que podemos chamar de Halogram: uma cópia holográfica de Hal Jordan armazenada no anel.
E a primeira coisa que o holograma vê é…
seu próprio cadáver.
O episódio termina ali.
John Stewart agora possui uma espécie de versão digital de Hal que pode ser justamente a chave para descobrir o que aconteceu antes de sua morte.
Hal Jordan pode resolver o próprio assassinato?
Essa é a grande ideia que Lanternas coloca sobre a mesa para os dois episódios finais.
Hal está morto.
Mas talvez ainda consiga contar sua própria história.
O Halogram sabe quem o matou?
Ele possui as memórias de Hal?
Consegue acessar informações que o verdadeiro Hal tentou esconder?
O que existe no cofre?
E por que Hal Jordan parecia tão assustado quando voltou para Rushville?
Depois de fechar o arco dos Caçadores Cósmicos, Lanternas retorna ao mistério policial que apresentou desde o começo — só que agora conhecemos todas as cicatrizes que levaram seus personagens até esse momento.
🎙️ No Reflix 187, Brunão e Baconzitos analisam a morte de Hal Jordan, o salto temporal de dez anos, a estreia de Guy Gardner na série, a participação de Carol Ferris, a fuga de Sinestro e o surgimento do misterioso Halogram.
Quem matou Hal Jordan? Sinestro está envolvido? Guy Gardner funciona dentro da dinâmica da série? E o que Hal escondeu antes de morrer?
Dê o play e venha investigar com a gente.
⚠️ ATENÇÃO: o Reflix 187 contém spoilers completos do sexto episódio de Lanternas.
💚 Reflix 187 – Lanternas: análise do episódio 6
E conta para a gente:
quem você acha que matou Hal Jordan?
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Luiz Reis
16 de junho de 2024 at 17:02
Sobre a vontade da Ocha de ser Jedi, discordo do Brunão, não é do nada, a mãe dela diz que ela vive fugindo, apesar de estar naquele meio ela sente que não faz parte dele, ou você nunca viu exemplos de pessoas que passaram a vida em uma religião e depois mudam, ou mesmo viram ateus, eu sou um exemplo, fui criado dentro da igreja católica por imposição dos meus pais, participava de tudo, até fui coordenador de grupo de jovens, mas sempre senti que não me encaixava, continuo acreditando em Deus, mas desde que saí de casa, a mais de 25 anos, não voltei a frequentar a igreja, exceto em alguns eventos que meus pais pedem o comparecimento da família, e mesmo assim as vezes dou uma desculpa pra não ir, e pelo que vi o que ela queria mesmo era ser livre e viajar pela galáxia, pois depois ela sai da orden e vai trabalhar nas espaçonaves, os Jedi eram só um meio pra ela conseguir sair dali.
Rafael Beraldo Dourado
17 de junho de 2024 at 19:02
A garota criada entre bruxas que se encanta pelo sabre de luz e decide “fugir” é um bom paralelo com a famosa história recorrente desde a época medieval da criança que “foge com o circo”.
Quanto a série em si, “metáforas” talvez sejam mais um problema do que uma solução narrativa pra Star Wars. Porque aparentemente eles se perdem, sempre, nessa tentativa de associar com o que quer que seja – e vira uma salada que até justifica tanta gente não acompanhar a mensagem e ficar só prestando atenção mesmo nos robozinhos, navezinhas e lutinhas de espada luminosa (ok, eu, no caso, pelo menos).
Já sobre os defeitos que vocês apontam na série… Em Boneca Russa essas mesmas características estão lá (um dos motivos que eu detestei aquela série).
Allan G. G. Silva
17 de junho de 2024 at 22:04
Como eu sou “leigo” em Star Wars mas preciso comentar que gostei muito da série. E verdade que até o momento é a menos interessante das séries desse universo, mas tenho gostado.
O fato de tentarem esconder que são gêmeas pra mim estragou um pouco a série. Se esse episódio fosse o primeiro, acho teria sido mais interessante.
Sobre o episódio em si, gostei das bruxas. Entendo que já teve outras bruxas, mas não vejo problema em colocar outros covens. Eu (novamente como leigo) consigo imaginar que essas são uma facção entre muitas outras, que tem uma filosofia diferente, e talvez elas não estivesse se escondendo apenas dos Jedis.
Entendo que existam outros núcleos de força. Eu imagino que até seria interessante uma série sem Jedis só com tretas desses outros núcleos. (Baconzitos consegue me ajudar a imaginar isso?)
Outro ponto eu senti um pouquinho de Themyscira no planeta das bruxas. Um mundo sem patriarcado, auto suficiente e escondido do resto da galáxia. E é claro com a criança bem treinada e muito amada. O legal foi que uma era literalmente a Diana querendo sair daquela ilha pra conhecer o mundo, e a outra e a Diana que a Mãe queria, pronta pra seguir as tradições.
A Osha queria individualidade, e é claro que quando viu a oportunidade agarrou. Também achei muito rápido, mas não achei estranho. Agora realmente uns minutos a mais daria mais foco a história.
Eu gostaria de colocar um pitaco, sobre o que aconteceu. E se as bruxas tiverem iniciado a luta?
Dava pra ver que a chifrudinha era extremamente rígida com os preceitos do Coven e não ia deixar nenhuma das meninas irem, já a Líder era mais tolerante e ia considerar a saída da Osha.
Imagino que essa discussão iniciou uma certa luta ritualística pelo poder entre as que apoiavam um ou outro lado. E com a presença dos Jedis descambou para uma luta generalizada.
Mas não vou passar a mão na cabeça de Jedi. A presença foi o estopim mas existe tbm o truque Jedi, pode ser que incitaram veladamente a discórdia e quando eles foram buscar a Osha, (lembrando que ela estava de malas prontas), eles interromperam novamente uma cerimônia, e sabemos que eles fazem isso; daí a luta entre as bruxas se tornou uma luta generalizada.
Talvez a mestra Trinity ensinando o padawan dela a influenciar outros foi descoberta, as bruxas entram na mente do Padá, e Chebaka magro ataca primeiro, assim e o resultado é a morte do Coven.
Só queria dar esse pitaco, e falar que a série é legal, tipo uma comida bem feita, só falta um pouco de sal.
Abraços e até mais!