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Reflix 111 – True Detective: Terra Noturna – S04E02

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Terra Noturna reflix

Neste episódio do Reflix, Brunão e Baconzitos seguem tentando entender os mistérios envolvendo o desaparecimentos dos cientistas da estação de pesquisa de Ennis, no Alasca. Teorias malucas, sustos e conexão com mistérios da primeira temporada são o mote dessa discussão.

True Detective chega em sua quarta temporada e agora traz como protagonistas duas mulheres. Jodie Foster interpreta a policial veterana Liz Danvers. Ela precisa deixar de lado a sua rusga com a patrulheira Evangeline Navarro (Kali Reis) e juntas investigam o desaparecimento de oito pesquisadores em uma estação científica plantada na pequena cidade de Ennis, no Alasca, ao mesmo tempo em que relacionam o acontecimento com um antigo caso não resolvido.

Assista aos episódios de True Detective: Terra Noturna semanalmente aos domingos na HBO MAX, que na sexta-feira seguinte teremos um Reflix novinho comentando os acontecimentos e lançando teorias sobre a trama.

Não se esqueça de ajudar a gente com a quantia que puder, acessando nossa página no Apoia-se. E mande um e-mail para [email protected] comentando o que achou do episódio que a gente lê no próximo episódio!

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  1. Allan GG Silva

    1 de fevereiro de 2024 at 08:49

    Olá bem vindos de volta!!!! E em grande estilo.

    Eu tinha esquecido que teria a estreia de True Detective, que bom que vcs me lembraram! Inclusive assisti os dois primeiros episódios em sequência e isso realmente mata a experiência, gostaria de ter tido o tempo de uma semana pra pensar mas possibilidades.

    Algo que me deixou pilhado logo no início da série foi o momento do tremelique do cara. Achei que o cara estava zoando o do outro que estava gravando o vídeo. Tipo fingindo que estava numa “diversão solo” pra estragar a gravação; mas a resolução me pegou desprevenido. Estava tudo tão “normal” que eu não esperava o sobrenatural naquele momento, e isso acabou me tencionado; agora eu espero algo “anormal” em cada cena.

    Outra coisa que achei muito interessante tbm foi a passagem de tempo.
    Como é noite todo o tempo achei que o entregador estava lá no mesmo momento que “ela acordou” inclusive seria atacado também, porém como a Detetive Denvers mostra isso aconteceu a 3 dias. Em outros momentos, como nunca conseguimos preciso ficar inferindo em que contexto passa as cenas, manhã, tarde, noite. É desorientador pelo menos pra mim não ter essa referência de tempo!

    Eu não tinha percebido como a marcação de tempo me faz falta. Por exemplo, me parece que o que “atacou” a base foi no mesmo dia que os veados pularam. Cheguei a bolar a teoria que “ela acordou” no último por-do-sol, afetando o primeiro quem está na mais ao norte (os veados), depois a estação, e agora chegou na cidade, no fim do episódio, quando o urso polar aparece. Porém ninguém comentou ainda o que aconteceu com os veados, e só a Navarro viu o urso e não disse nada. Será que tem alguma relevância real para os acontecimentos da série?
    (E falando no urso, repararam que a ferida no olho dele é em forma de estrela, assim como no desenho da lenda ué o garotinho fez, e as marcas do objetivo cortante que matou a ativista?)

    Agora sobre os núcleos de personagens, eu achei muito bem construído a relação de atrito entre o Hank Prior, o policial pai, como o filho e com a Denvers, e até com a filha dela.

    Aquela cena onde o filho está falando e pai manda ele falar mais alto e a Denvers diz que está escutando, aliado a outras cenas, como tentar liberar a bêbada e o “sequestro” dos arquivos, mostra que o Hank Prior teve que baixar a cabeça para uma forasteira por algum motivo, e não gosta disso.
    Também a relação entre a Denvers e o Peter Prior, o filho do policial; e bem mais profunda e respeitosa que uma simples relação hierárquica, extremamente oposta a relação de pai e filho. E a Filha da Denvers tbm faz parte da família que o Hank não faz. Inclusive ele está passando por um golpe na internet, dando dinheiro pra “noiva”.

    Esse núcleo, tanto individualmente como em suas relações interpessoais foi muito bem escrita e funciona muito!

    A Navarro é outro ponto incrível dessa série. A apresentação dela na fábrica, a marra e o subtexto da a ela uma imponência, uma potência que me agrada muito, sem tirar a humanidade dela, mostrando a relação com a irmã.

    A velha que viu o dançarino morto, ainda vai dar algum pano pra manga! Quero entender melhor essa coisa do quando (novamente eu preciso da marcado de tempo), ela começou a entender dessa parte mística da série.

    Ouvindo vcs notei que tinha deixado o plot da Mina de lado, e acabei pensando numa linha narrativa, ainda não considero uma teoria; segue:

    A escavação achou algo, como vocês comentaram, seja natural ou sobrenatural e vão fazer o possível pra proteger e explorar seja lá o que for que há nas profundezas.
    A ativista não sabe o que é mas apontando as consequências, e precisou ser calada; melhor ter uma investigação policial onde se pode guiar a atenção da polícia pra longe da Mina. Como a Navarro não largava o osso, precisaram mudar a polícia local, trazendo a Denvers, e desavenças para a policia local, daí diminuindo a efetividade de qualquer investigação.
    Mas tinha a estação tbm escavando, e quando chegaram perto de algo precisaram ser devidamente eliminados.
    E o cara que não morreu é o elo que liga esses três plots. Ter um quarto privativo, relacionamentos mesmo que escondido com alguém local e seu aparente sumiço, deixa claro que ele é mais que uma pessoa de interesse.

    Como disse não é uma teoria, é quase uma exposição dos fatos, uma linha narrativa dentro do que me foi apresentado.

    Enfim, série incrível, que vcs me lembram que estava de volta! Novamente muito obrigado!

    E também vou fazer a maratona da primeira temporada, assisti em DVD da locadora em 2014, e tenho a impressão que já vi a mesma espiral da tatuagem naquela série (que por um acaso foi a mesma forma que a Denvers fez no chão da casa quando via as fotos da investigação no primeiro episódio)

    Vou lá ver o próximo episódio. Abraços e até mais!

    PS: desculpa esse novo testamento, mas vcs despertam um mim a mais primitiva vontade de comentar num podcast!

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Reflix 188 – Lanternas revela a ferida de Hal Jordan e coloca Sinestro de volta no jogo

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Reflix 188 analisa o episódio 7 de Lanternas, o passado de Hal Jordan, John Stewart, o Halogram e o retorno de Sinestro

Falta apenas um episódio para o fim da primeira temporada de Lanternas e a série resolveu olhar para trás antes de seguir para o confronto final.

No Reflix 188, Brunão e Baconzitos mergulham em “The Jordan Boys’ Legacy”, sétimo episódio da série da HBO Max, um capítulo que transforma Hal Jordan no centro da história mesmo depois de sua morte.

O Halogram continua ajudando John Stewart na investigação, segredos enterrados há décadas começam a vir à tona e aquilo que parecia ser apenas a busca pelo assassino de Hal ganha proporções muito maiores.

Porque, a essa altura, talvez a pergunta não seja apenas:

quem matou Hal Jordan?

Talvez seja preciso descobrir primeiro quem Hal Jordan realmente era.

Antes do Lanterna Verde, existia um garoto chamado Hal

O episódio volta até 1975 para mostrar Hal ainda criança e sua relação com o pai, Martin Jordan.

Durante um jogo de beisebol, o jovem Hal se recusa a sair de campo mesmo quando o treinador determina sua substituição. Ele prefere colocar todo o resultado sobre os próprios ombros a entregar a responsabilidade para outra pessoa.

Décadas depois, parece impossível não enxergar naquele garoto o homem que também seria incapaz de entregar seu anel a John Stewart.

É aqui que Lanternas começa a explicar uma característica que acompanhamos desde o primeiro episódio:

Hal simplesmente não sabe deixar as coisas irem embora.

O verdadeiro legado dos homens da família Jordan

Mas a história do pai de Hal guarda algo muito mais pesado.

Martin ensina ao filho que existe um segredo transmitido entre os homens da família Jordan. Ele entrega a Hal a chave de um cofre e afirma que, caso algo aconteça com ele, o garoto será responsável por aquilo que está guardado ali.

Durante anos, Hal acredita que o pai morreu em um acidente aéreo.

O Halogram revela a John que a verdade era outra.

Martin tirou a própria vida e deixou uma carta explicando que carregava havia anos uma dor que também havia atingido seu próprio pai.

Hal cresceu acreditando que aquela dor fazia parte do legado de sua família.

E talvez essa revelação explique melhor do que qualquer construção verde por que esse Hal Jordan passou a vida obcecado em parecer incapaz de sentir medo.

Hal Jordan era realmente destemido?

É aqui que o episódio dá uma virada muito interessante na mitologia do personagem.

Hal sempre foi definido pela ausência de medo.

É justamente essa característica que tradicionalmente faz dele alguém digno do anel.

Só que Lanternas propõe uma leitura diferente.

Talvez Hal não fosse destemido porque conseguia superar seus medos.

Talvez simplesmente tenha passado a vida inteira escondendo aquilo que sentia.

O Halogram admite a John que sua aparente ausência de medo vinha de algo quebrado dentro dele. A série transforma, assim, uma das características mais conhecidas do personagem em uma ferida emocional que Hal carregou desde criança.

E isso nos leva novamente ao mistério de sua morte.

E se Hal Jordan não tiver sido assassinado?

Desde o primeiro episódio, Lanternas nos ensina a perguntar:

quem matou Hal Jordan?

O episódio 7 coloca outra possibilidade sobre a mesa.

Depois de revelar a história de sua família, o próprio Halogram começa a considerar se o Hal mais velho poderia ter repetido o mesmo caminho do pai.

A hipótese também oferece uma nova leitura sobre o comportamento da xerife Kerry Kane.

Até então, ela permanecia entre as pessoas que poderiam ter motivos para matar Hal ou esconder informações sobre sua morte.

Mas e se Kerry não tiver disparado a arma?

E se apenas tiver encontrado Hal morto e decidido proteger seu segredo?

A série não responde definitivamente à questão. Pelo contrário: mantém elementos que ainda indicam que havia algo muito maior acontecendo nas horas anteriores à morte de Hal.

John finalmente conhece o Hal que poderia ter sido seu mentor

Existe também uma ironia bastante triste em toda essa história.

O Halogram não é exatamente o Hal que John conheceu.

A cópia presente no anel foi criada muitos anos antes dos acontecimentos de Rushville.

Antes da perda do anel.

Antes da prisão.

Antes do ressentimento.

Antes de Hal enxergar John como alguém que poderia substituí-lo.

E justamente por isso encontramos uma versão muito diferente do personagem.

Esse Hal consegue elogiar John.

Reconhece sua habilidade.

Conversa com ele.

E, pouco a pouco, os dois começam a construir a parceria que nunca conseguiram ter quando Hal ainda estava vivo.

No Reflix 188, Brunão e Baconzitos discutem justamente essa dinâmica e o quanto ela muda nossa percepção sobre tudo que aconteceu entre os personagens.

Finalmente: Lanternas no espaço!

Sete episódios.

Uma série chamada Lanternas.

E finalmente saímos da Terra.

John e o Halogram conseguem acessar aquilo que Hal havia deixado escondido e encontram um portal para um planeta devastado.

É o mesmo mundo ligado ao massacre provocado pelos Caçadores Cósmicos e à história de Antaan.

E ali a série começa a conectar várias pontas que pareciam separadas:

os Manhunters;

Rushville;

a investigação de Hal;

o planeta destruído;

e sua morte.

A atmosfera do lugar também libera uma substância capaz de provocar medo e alucinações, obrigando John a confrontar lembranças da própria infância e a pressão que sempre sofreu para se tornar um Lanterna Verde.

E então aparece Sinestro

Porque é claro que ele estaria envolvido.

No planeta devastado, John e o Halogram são surpreendidos por uma figura encapuzada.

O desconhecido captura Hal e exige que John entregue o anel.

Depois do confronto, finalmente vemos seu rosto:

Sinestro.

O antigo mentor de Hal Jordan, que já sabíamos ter escapado da prisão, estava justamente no planeta para o qual a investigação secreta de Hal apontava.

Isso dificilmente é coincidência.

E a presença de Sinestro conecta ainda mais diretamente tudo aquilo que aconteceu em Rushville ao universo cósmico dos Lanternas.

O que Hal descobriu antes de morrer?

Essa passa a ser talvez a pergunta mais importante para o final da temporada.

Hal tinha um portal escondido.

O portal levava ao mundo devastado pelos Caçadores Cósmicos.

Sinestro está lá.

E Hal voltou a Rushville pouco antes de morrer exigindo segredo sobre sua presença.

Então, mesmo que a hipótese levantada pelo Halogram sobre a morte seja verdadeira, ainda existe um enorme quebra-cabeça esperando para ser montado.

O que Hal estava investigando?

Por que Sinestro está naquele planeta?

Qual é a verdadeira conexão entre os Caçadores Cósmicos e tudo isso?

E o que Hal pretendia contar a John antes de morrer?

Lanternas está pronto para o final?

“The Jordan Boys’ Legacy” é um episódio muito menos preocupado em entregar respostas rápidas do que em fazer o público entender Hal Jordan.

Depois de uma temporada mostrando um herói envelhecido, ressentido e desesperado para manter seu lugar, finalmente enxergamos de onde parte boa parte desse comportamento.

Hal passou a vida agarrado às coisas.

Ao anel.

Ao legado.

À ideia de que precisava resolver tudo sozinho.

E até à bola de beisebol que seu pai mandou jogar fora quando ele ainda era criança.

A imagem final deixa isso evidente: depois do funeral do pai, o jovem Hal volta para recuperar justamente aquela bola.

Ele nunca aprendeu a soltar.

🎙️ No Reflix 188, Brunão e Baconzitos destrincham o penúltimo episódio de Lanternas: o passado de Hal Jordan, o segredo de sua família, a relação com John Stewart, o verdadeiro potencial do Halogram, a primeira viagem espacial da série e o retorno de Sinestro.

Hal foi realmente assassinado? O que Sinestro está fazendo naquele planeta? E tudo o que vimos até agora consegue se encaixar em apenas mais um episódio?

Dê o play e venha discutir com a gente.

⚠️ ATENÇÃO: o Reflix 188 contém spoilers completos de Lanternas S01E07.

💚 Reflix 188 – Lanternas: análise do episódio 7

E conta para a gente:

qual é a sua teoria para a morte de Hal Jordan?

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