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Reviews e Análises

Belo Desastre – Crítica

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Nada como um romance picante adolescente com um Enzo bad boy pra animar os corações safadinhos esperançosos. Porque tem que ter equilíbrio entre o cafajestismo machista desconstruído com uma pitada de jovem romântico e problemático se encontrando com uma fofa romantiquinha moderna e também problemática. E vale lembrar que esse filme é a adaptação de um livro que tem mais dois pra completar a trilogia. College rules.

Abby e Travis, “Belo desastre”, Diamond Filmes, 2023

O filme é dirigido por Roger Kumble, que também dirigiu “Segundas intenções” de 1999 e “After – Depois da verdade” de 2020. Olha, dever de casa feito. Sem destaque, pegada teen e jovem adulto que se recusa a crescer. Não Tenho críticas a fazer sobre direção e parte técnica, mas nada a destacar. A direção entrega o que promete, o lance é que promete pouco né. Engrossando o catálogo do Netflix and chill.

Sobre o roteiro, tem a assinatura de Roger Kumble e Jamie McGuire, que não tem nenhum trabalho expressivo anteriormente como roteirista. E isso fala muito sobre a construção do roteiro. Tem muita coisa boba. Muita construção da relação do par romântico que parece diário de adolescente pervertido dos anos 00. Existe um plot twist que realmente surpreende e isso é um ponto mega positivo. Apresenta um novo tipo de Enzo bad boy e é isso aí. Raso.

Abby e Travis, “Belo desastre”, Diamond Filmes, 2023

Em questão de elenco e atuação… Bom, é de se notar que são novos atores que estão construindo sua carreira. Fazem um bom trabalho, apesar de perceber que não são muito bons. Mas também não fazem feio. Temos Dylan Sprouse (“After – Depois da verdade” de 2020 e “Meu namorado Fake” de 2022) como o bad boy Travis Maddox. A Virginia Gardner (“Halloween” 2018 e “A Queda” de 2022) faz a jovem bela, recatada e do bar, Abby Abernathy. Temos também Austin North como Shepley Maddox e Libe Barer Como America Mason, como amigos do casal principal e quem taca fogo na lenha pra ver o trem desandar, e donos de cenas divertidíssimas. Brian Austin Green como Mick Abernathy, pai e responsável pelos desajustes da fofa Abby. E Neil Bishop como Parker Hayes, uma pessoa ajustada no meio disso tudo, mas que é retratado como o certinho chato.

Abby e Travis, “Belo desastre”, Diamond Filmes, 2023

Vamos para o que importa, que sobre o que se trata esse filmão. A história da jovem Abby que abandona o pai, porque está cansada de ser a que livra a cara dele de dívidas. Ela vai para a faculdade e encontra sua antiga amiga, America, para ter um novo começo e buscando sua própria jornada. Já na primeira noite conhece o Enzo bad boy chamado Travis “Cachorro louco” Maddox, membro e campeão do clube da luta da faculdade chamado “O círculo”. Daí pra frente fica aquele chove não molha, te quero mas não vou, negando as aparências, disfarçando as evidências, e aquela coisa toda. Vamos ver quem cede primeiro? Pois vou deixar você descobrir. 

Essa crítica da 2,5 de 5 para esse filme por se tratar de algo bem bobo e raso. 

Avaliação: 2.5 de 5.

Ele estreia dia 13 de abril nos cinemas.

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O Fim da Rua – Crítica

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O Fim da Rua, novo filme de David Robert Mitchell (Corrente do Mal e Under the Silver Lake), chega aos cinemas com uma proposta bastante curiosa: transportar uma típica vizinhança suburbana dos anos 1980 para um ambiente completamente desconhecido, colocando seus moradores diante de uma ameaça pré-histórica. Estrelado por Anne Hathaway (Interestelar e Odisseia) e Ewan McGregor (Star Wars), o longa mistura ficção científica, suspense, ação e terror para acompanhar uma família tentando sobreviver depois que seu bairro é misteriosamente deslocado para um mundo dominado por dinossauros.

Um dos grandes destaques de O Fim da Rua está na maneira como Mitchell utiliza o espaço em tela para compor as cenas. O filme foi pensado para o IMAX, e isso fica bastante evidente durante todo o filme. O diretor aproveita muito bem a imensa amplitude da tela para criar situações visualmente criativas. O diretor brinca muito com a quase onisciência do espectador, que possui uma visão quase total dos perigos que se aproximam por trás dos personagens.

Anne Hathaway, como já é de se esperar, está sensacional. A atriz consegue entregar uma protagonista carismática e convincente, carregando boa parte dos momentos dramáticos do longa com bastante segurança. Ewan McGregor também funciona muito bem em seu papel, enquanto Christian Conway e Maisy Stella cumprem bem os papéis do elo mais frágil e imprudente da família, como os filhos do casal.

O problema é que o roteiro não acompanha a criatividade da direção. O Fim da Rua possui uma premissa que poderia render uma história muito mais ousada, mas escolhe caminhos extremamente genéricos e, em alguns momentos, acovardados. Além disso, o filme parece constantemente em soluções fáceis e diálogos bastante expositivos cansativos. Apesar de a história apresentar conflitos familiares e diferentes personalidades dentro daquele grupo, falta tempo e espaço para que eles realmente se desenvolvam. Os arcos acabam parecendo corridos e, consequentemente, muitos dos momentos que deveriam representar transformações importantes não possuem o impacto necessário.

Felizmente, quando decide simplesmente abraçar seu lado mais “simples”, O Fim da Rua funciona muito melhor. O diretor demonstra uma boa compreensão de como criar expectativa sem depender exclusivamente de sustos (que quando aparecem, são genuinamente surpreendentes), construindo a ameaça de maneira gradual. E há também um senso de humor bastante peculiar na violência. O filme sabe quando exagerar e transformar situações brutais em momentos genuinamente engraçados, criando uma combinação curiosa entre ação, horror e comédia. É justamente nesses momentos que O Fim da Rua encontra uma identidade própria e consegue ser uma experiência divertida, mesmo quando seu roteiro não está à altura de sua proposta.

No fim das contas, O Fim da Rua é um filme que possui uma direção visual bastante competente e algumas sequências realmente divertidas, mas acaba limitado por um roteiro pouco corajoso e personagens que não recebem desenvolvimento suficiente. David Robert Mitchell demonstra novamente que sabe construir imagens e atmosferas interessantes, mas sua nova obra parece menos interessada em explorar todo o potencial de sua premissa do que poderia. Uma experiência divertida, com boas atuações, ação eficiente e uma utilização verdadeiramente impressionante do IMAX, mas que deixa aquela sensação de potencial desperdiçado.

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