30 de julho de 2019 Reviews e Análises

Em 12 de janeiro de 1966 estreava no canal ABC a série Batman tendo Adam West como o Cruzado Encapuzado e Burt Ward na pele do menino-prodígio Robin. A produção teve 3 temporadas, divididas em 120 episódios, chegando ao fim em 14 de março de 1968. Quem não conhece essa música de abertura?


Talvez, você não goste da série, coisa que é completamente compreensível: as personagens são nos apresentadas como uma bobagem infantiloide, a estrutura nos remete aos moldes das produções camp, com tramas e interpretações artificiais, baseadas em uma teatralidade simulada,  além das relações entre as personagens flertarem com as ideias que Frederic Wertham tinha dos heróis, mas (sempre tem um "mas), os fãs do Homem-Morcego devem algumas coisas a este clássico da TV:

A retomada da popularidade - e das vendas! - dos quadrinhos do Batman

Em entrevista o criador do Batman, Bob Kane, disse que a série de TV salvou os quadrinhos do Homem-Morcego do cancelamento, mesmo a maioria dos fãs não gostando do que viam na telinha.

O retorno da Mulher-Gato aos quadrinhos

Batman sem seu principal interesse amoroso? Sim, isso aconteceu: com o surgimento do Comics Code Authorithy a sensualidade e a tensão sexual entre Mulher-Gato e Batman fez com que a personagem fosse deixada de lado nas histórias. 

Selina só volta para os quadrinhos nos anos 60 com a popularidade da série de TV, em que foi interpretada por Julie Newmar, Lee Meriwether e Eartha Kitt


A (re)criação da Batgirl

Durante a Era de Ouro, Betty Kane ostentava o título de Batgirl, com o objetivo único e exclusivo de ser o interesse amoroso de Robin. Foi assim, até o editor Julius Schwartz acabar com a bat-família, por esse achar que as personagens (Batgirl, Batwoman...) tiravam o caráter heroico de Batman.

Com a intenção de atrair o público feminino para a série, os produtores pediram para Julius Schwartz uma versão feminina de Batman. Foi aí que o editor mudou não só o nome como as motivações da personagem, surgindo assim Bárbara Gordon, a bibliotecária e filha do famoso Comissário de Polícia de Gotham que é, de longe, a Batgirl mais lembrada.

A Ressurreição de Alfred

No ano em que a série foi veiculada na TV, fazia quase dois anos que o fiel mordomo da família Wayne tinha sido soterrado na história Gotham Gang Line-Up!, publicada na Detective Comics #328 de 1964.


A morte de Alfred segue o “plano” do editor da época, Julius Schwartz, de acabar com a Bat-família. Além de Alfred, também desapareceram dos quadrinhos no período: Batwoman, Batgirl, Bat-Mite (Batmirim) e Ace (Batcão).

Com o sucesso da série, e da interpretação de Alan Napier, Alfred acaba retornando aos quadrinhos no mesmo ano.

Bátima Feira da Fruta

Nos anos 80 algumas coisas podiam ser feitas com dois videocassetes: desde cópias de filmes, passando pelo trabalho de legendagem dos fansubs (muitos dos animes que assisti, de Akira a Serial Experients Lain, vieram de fansubs) e, claro, as redublagens cômicas. Bátima Feira da Fruta foi feito em 1981 por Fernando Pettinati e Antônio Camano e ficou conhecida por esse nome por causa da música de fundo homônima, interpretada pelo grupo Capote.

O ápice da “obra”, no entanto, viria quase vinte anos mais tarde, em 2003, quando os diálogos recheados de palavrões e frases de duplo sentido foram digitalizados e colocados na internet, onde viralizou.


O sucesso foi tanto que alguns anos mais tarde, em 2012, o vídeo ganhou uma versão em quadrinhos produzida por Mario Cau, Roger Cruz, Julia Bax, Cris Peter, entre outros artistas, tendo Eduardo Ferigato como organizador. As páginas podem ser lidas no site http://batimahq.blogspot.com/