28 de outubro de 2016 Coluna

A Bienal do Livro de Brasília chega na sua terceira edição e, apesar de trazer para a capital federal um evento que deve ser estimulado e apoiado tem seus problemas.

Não me alongarei muito no texto, então fica tranquilo ou tranquila. Ontem, dia 28 de outubro, fui à III Bienal do Livro de Brasília. Meio sem grandes expectativas e realmente só pra dar uma olhada e pegar aquele autógrafo maroto com o Carlos Ruas, criador do site Um Sábado Qualquer. Mas ainda que tenha ido num final de tarde chuvoso, o que só piora o trânsito da capital federal, segui para o Estádio Nacional Mané Garrincha.

Achar o estádio é a parte fácil, afinal é algo que se vê de longe, mas a organização peca em não colocar placas ou sinalizações para mostrar qual a melhor rota para acesso à entrada do evento. Algo, inclusive, que gerou alguns transtornos no final de semana passado, quando começou o evento e me foi informado por alguns dos expositores e também pode ser constatado lendo as avaliações na página do evento no Facebook (recomendo que vá pela via que dá acesso ao Cine Drive-In, o que ainda te poupa andar pelo trânsito do Eixo Monumental). A falta de sinalização e auxílio por parte da organização acabam atrapalhando não só chegar ao local mas também a saber mais informações quando se está lá dentro.

Estando lá, tentei me informar com algumas pessoas que estavam trajando uniformes do evento mas sabiam apenas pegar ingresso e falar que palestra tal começaria dali algum tempo. Não havia pessoal para dar apoio ao público, ao menos enquanto estive lá, e isso acaba te fazendo andar sem rumo entre os estandes apertados e um tanto desorganizado tentando achar as coisas por conta própria. Isso acaba sendo um erro bobo e que não precisa acontecer em um evento assim.

Além desses problemas, houve um “enxugamento” das grandes editoras no evento, se comparando às edições anteriores. Isso até mesmo pode ser em parte pela parte do espaço espremido e falta de acústica quando os palestrantes falam. Ao contrário do que deveria acontecer, levando-se em conta que a estrutura está num estádio, você acaba tendo pouco espaço para se locomover entre os estandes, coisa que não aconteceu tanto quando a estrutura estava na Esplanada dos Ministérios, outra reclamação recorrente.

Mas então é uma experiência chata e ruim? Não.

Se você filtrar essa parte negativa e quiser encontrar bastante material de leitura (ainda que com menor número de grandes editoras) e com uma diversidade excelente, além das palestras, a III Bienal do Livro de Brasília pode acabar rendendo boas aquisições. Temos muito material com preços bem camaradas e acaba sendo uma ótima chance pra pegar aquele livro ou quadrinho que você estava deixando pra depois tem tempo.

Você pode encontrar mangás, quadrinhos, graphic novels e livros de tudo que é assunto e tema por lá. Temos a Panini Comics que tem um pessoal bem solícito e bacana, a Editora Sampa também, onde o Carlos Ruas (Um Sábado Qualquer) está até sábado, dia 29, dando autógrafos e trocando uma ideia com os fãs. Aliás, se tem algo que faz a experiência melhorar são os expositores e participantes do evento. De forma geral, apesar das reclamações por desleixo e falta de presença e apoio por parte da organização (diferentes expositores reclamaram disso para mim), são todos muito dispostos a ajudar e apresentar mais material.

Então aproveita que o evento vai até domingo, dia 30, e vá curtir e aproveitar a chance de conhecer gente bacana, assistir palestras e comprar bons materiais por preços geralmente convidativos. Mas fica aqui nossa reclamação quanto a falta de organização por parte dos idealizadores. Esse não é um evento que se pode deixar morrer ou cair a qualidade, pois temos que incentivar sempre a cultura da leitura como forma de conhecimento e entretenimento. 

Para maiores informações é só entrar no site do evento através desse link.